"CRONICAR" O RELATIVO, UM PARADOXO!
Há horas que te roubam por infindas contagens de tempos e por vezes os segundos fazem o mesmo. Por um breve momento estamos lá, e lá não estamos. Como dividir esses fugazes momentos, esse extravaso do inconsciente, sim, esse extravaso; que anseia pelo vazio... Talvez, essas seriam perguntas para os grandes artigos, mas ninguém se preocupa com esse sentimento: tanto ao olhar para as cheias de verão ou para incêndios, as palavras simplesmente fogem! E as perguntas que ficam são: quanto tempo leva para voltar a si ao ver veículos queimarem? Ou ainda, quanto ainda temos? Para só então nos darmos conta de que o homem no telhado, cercado por águas é um “cara” com mais medo dos outros homens do que da avassaladora natureza. Se relacionarmos esses sentimentos com nosso dia-a-dia, talvez nos encontraremos em meio a horrores dos dias de incêndio banal ao olhar o café com leite no fogo, ou talvez quem sabe no labiríntico pavor da dúvida, se sai para trabalhar às seis ou se dorme mais cinco minutos! Allan Roberto
Escrito por Fernando Rocha às 16h49
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