CINEMA: O CONTADOR DE HISTÓRIA, ESSE VALE O INGRESSO!

Longe da pretensão de se tornar uma pérola do cinema nacional, o filme O contador de Histórias, demonstra sua força por meio de uma boa história, bem comum na realidade brasileira, o hoje pedagogo e contador de história, tal qual anuncia o título da obra, Roberto Carlos, por meio do recurso do flashback, reconstrói sua história de vida. Um ótimo trabalho ilusório do governo que por meio da propaganda, divulga o serviço da FEBEM, o qual desperta o interesse de uma mãe pobre, que decide internar seu filho naquele lugar, que prometia torná-lo um homem de sucesso. Contudo, a realidade se mostra bem diferente, e ao crescer insatisfeito dentro daquela instituição falida, o menino Roberto foge inúmeras vezes de lá, sendo posteriormente recapturado. O ponto de ruptura em sua vida se daria no momento em que conheceria a pedagoga francesa Margherite Duvas, que estava no Brasil para realizar uma pesquisa e se interessou por seu caso ao visitar a instituição na qual o menino considerado irrecuperável, estava internado. A inserção da narração em primeira pessoa em alguns trechos do filme, realizada pelo próprio Roberto, dão força à película. Num país tão carente de bons exemplos (haja vista a atual crise no senado) e com o péssimo costume de valorizar apenas pessoas mortas, mais do que seu xará, o rei, Roberto é um exemplar vivo de que não há seres-humano irrecuperáveis.
Escrito por Fernando Rocha às 13h16
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