NO BARROCO DAS MINHAS COBERTAS
Eu vi uma luz sem igual, um som sem igual, quer dizer, o som eu ouvi, mas pensei que vi. Senti aquela luz sem igual como um beijo estralado na face, e que beijo, queimando minha pele. Eu tenho pele? Fujo das sombras quentes, do escuro malvado que só me quer para guardar meu coração; sou como uma donzela de alma linda e pura, resguardada pelos ventos, amante das brisas, das janelas abertas, uma protegida pelos sentimentos... Existo sem me ater ao existir, vivendo presa a um Eu que não sou, enfim vivo plena em mim. Confesso! Protegida em minhas cobertas, procurando uma fuga, era bem ali que eu estava no momento em que dois eventos me resgataram dessa escuridão, a luz vinda da porta e a boca da minha mãe gritando meu nome manhã adentro. O som já não era tão sem igual assim. Mônica dos Anjos 04/02/09
Escrito por Fernando Rocha às 15h42
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