COMPRE, E COMA EM PÉ!

A ordem econômica e sua modernidade capitalista têm se mostrado cada vez mais perversa, afetando gravemente a vida dos cidadãos, até quando estes procuram refugio numa suposta distração, para se livrar dos traumas que a transformação de homens em máquinas, pós-revolução industrial ocasionou, sentimento de milhares de trabalhadores, que se dirigem para um dos templos do capitalismo: O shopping center. Um fato que vem se agravando há vários anos, é o drama das praças de alimentação dos shoppings da cidade de São Paulo localizados na zona leste, pois seguindo a lógica perversa do capitalismo, as grandes redes de fast food, vendem suas guloseimas como água, para consumidores famintos, contudo, estas não se preocupam minimamente se seus clientes terão lugar para sentar-se e assim degustar a mercadoria adquirida. Enquanto a caixa registradora vai transbordando do suado dinheiro do cidadão, nem um tipo de solução é pensada pelas lojas, o cidadão sem pensar em seu papel dentro da rede econômica, que sustenta o comércio, ao invés de se negar a comprar e depois ter que contar com a sorte para poder sentar-se, segue enriquecendo aqueles que o desrespeitam. Uma cena comum nas praças de alimentação é a de um consumidor com sua bandeja em mãos, ás vezes acompanhado de sua família (incluindo crianças neste grupo), tal como se fosse um espião, ficar vigiando um de seus pares, que se alimenta na espera que este se levante, para que assim possa se sentar e comer, causando assim certo desconforto naquele que está sentado. Segundo alguns especialistas, o stress será um dos grandes maus deste século, a continuar acontecendo problemas como este, os quais nos mostram que até quando procura lazer o cidadão passa por uma carga de stress, a previsão irá se cumprir com êxito. Uma boa saída para este problema, seria controlar o número de vendas por tempo de médio de alimentação, mas como isso implicaria em decréscimo nos rendimentos do comércio, soa como mera utopia.
Escrito por Fernando Rocha às 14h26
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