NEURÓTICO AUTÔNOMO


POESIA

O POETA E A PALAVRA

 

No canto de uma sala de um quarto, no meio da noite.

 

Poeta: Diga algo que te transforme!

Palavra: Como assim?

Poeta: Preciso de sua ajuda, para te reinventar

Palavra: Este é o seu problema, não me aceita como sou... Acha que sou enfeite?

Poeta: Mas em sua vestimenta comum, você não é atraente.

Palavra: Ledo engano seu, eu sirvo pra dizer e quando bem utilizada, não preciso de fantasia.

O problema é a sua vaidade que te impede de enxergar beleza na simplicidade.

Poeta: (Silêncio!)

Palavra: Saiba que estarei a sua disposição, mas deves me aceitar como sou.

Poeta: Deixarei a minha vaidade de lado, para que possamos fazer um bom trabalho.

Palavra: Agora pare de me pressionar, me solte e vamos caminhar.

 

 

O QUE É POESIA?

 

Atualmente, com a facilidade de propagar ideias por meio dos canais da rede, é muito comum encontrar um grande número de pessoas que se intitulam poeta, seja numa comunidade de um site de relacionamento ou num blog. Com tamanha propagação sobre um tema, uma questão vem logo à tona é: O que é poesia?

Sentimentos são comuns a todos os seres, que durante as diversas situações do cotidiano, os expressam de diferentes maneiras, mas uma fatia da humanidade prefere transferi-los para o papel por meio das palavras, isso é o que define a poesia?

Ao lermos a primeira estrofe do poema de Fernando Pessoa, intitulado Isto, podemos ir além sobre o tema: Dizem que finjo ou minto/Tudo que escrevo.Não./ Eu Simplesmente sinto/ Com a imaginação./ Não uso o coração.

Poesia é só mais uma das diversas formas de arte, a qual pré-supõe ficção e que tem em seu radical etimológico, a mesma origem da palavra fingimento. Portanto é possível dizer que poeta não é aquele que expressa seus sentimentos primariamente, como nos mostra o poeta português, mas sim aquele que posteriormente às suas emoções, consegue transformar os sentimentos em arte por meio da razão.

A idéia mais comum dentro da poesia contemporânea é a concepção egoísta do Romantismo, poemas sem forma fixa que centrados eu lírico de seu autor que expressa sentimentos egocêntricos, mas onde fica o trabalho de reconstrução de sentido das palavras? A utilização dos recursos poéticos?

Talvez esteja aí a explicação porque enquanto seres humanos, todos temos sentimentos, mas não somos todos poetas, pois da mesma forma que o artesão consegue transformar uma matéria-prima desprezada pela maior parte da sociedade em arte, o poeta é aquele que consegue reinventar as palavras utilizadas por todos, acrescentando à essas um novo sentido, regredindo conscientemente á infância para o período pré- aquisição da fala.

Poesia não é mera expressão de sentimentos, mas sim trabalho com as palavras, colocar sentimentos no papel, não fornece a ninguém o direito de ser chamado de poeta.

 



Escrito por Fernando Rocha às 12h21
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VALE A PENA CONFERIR

Dois dos blogs que integram a seção Outros sites deste espaço, após um longo hiato possuem textos novos publicados. No Coisas Novas em um texto curto, mas que diz muito Rodrigo tem como tema o amor, em seu texto da Alusão à Ilusão.

Aurora transportou da gaveta para o espaço cibernético, mais um de seus poemas chamado Estes Momentos.

Recomendo a leitura destes dois textos, os links estão abaixo:

http://rerumnovarum.zip.net/index.html       http://auroraneide.zip.net/



Escrito por Fernando Rocha às 15h36
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O PROBLEMA DO NOVO MODELO DE ÔNIBUS DA CIDADE DE SÃO PAULO

 

É provável que um dos fatores que influenciam diretamente o mau uso das verbas públicas dentro do país, seja que os serviços são sempre pensados por pessoas que nunca os utilizaram e nem os utilizarão. Um bom exemplo disso são os ônibus novos que circulam por vários itinerários da cidade de São Paulo.

Estes ônibus foram planejados para o desconforto do cidadão, pois parecem ter sido projetados para conduzirem mais passageiros viajando em pé, do que sentados, haja vista, o número de bancos ter sido reduzido do antigo modelo para este.

O fato mais absurdo fica a cargo dos assentos especiais destinados por lei a idosos, gestantes e deficientes, nos novos ônibus estes assentos para serem alcançados, exigem que os passageiros subam uma escada de três degraus (altos) para que possam se sentar, e posteriormente no momento de desembarcar, estes deverão descer os mesmos degraus, já que não há portas traseiras, mas só no meio do veículo. Onde ficam as facilidades para aqueles que possuem necessidades especiais?

Eis aí uma prova, de que embora muitos políticos se elejam, se auto-intitulando candidatos do povo, quando eleitos governam sempre com seus valores burgueses e desumanos.

 



Escrito por Fernando Rocha às 15h16
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