A INDUSTRIA CULTURAL

Muitos consumidores românticos, ainda se recusam a retirar a venda dos olhos, para que possam perceber que por mais honesta e criativa que seja um produto artístico, seja ele um cd, livro ou filme, tais itens concretamente configuram-se como um produto de consumo, tal qual arroz, feijão, cosméticos e etc. Apreciadores inocentes apontam para a produção de música atual, creditando-lhe um valor de sub-arte, por esta não expressar com sinceridade os sentimentos da sociedade contemporânea, entretanto, não é necessário depreciar tal arte, ou melhor, emprego, afinal estamos todos vivendo numa crise, e quanto menos pessoas desempregadas melhor, o poder esta nas mãos do consumidor, que se consciente pode definir com qual produto vai gastar seu suado dinheirinho. A música, o cinema e a literatura não conseguiram fugir da boca do monstro que é a industria, mas há aqueles que sabem se esquivar dos dentes de tão temida criatura, e é aí que se diferencia um trabalhador de um arista, o segundo é alguém que tem consciência de tudo que o cerca, mas não permite que haja interferência na sua criação, já os primeiros brincam seriamente de tudo que o seu mestre mandar e se saem bem nesta tarefa.
Escrito por Fernando Rocha às 10h16
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